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terça-feira, 28 de outubro de 2008

décima nona história


Este vento de hoje, que nos quer fazer voar, recordou-me um passeio que fizemos à Serra maior cá do burgo.
No primeiro dia o vento levantava tudo do chão e enchia-nos de pó e de folhas, que voavam como pássaros. Mesmo assim, passeámos pelo vale, abraçados, trocando palavras, sorrisos e beijos.

Só no dia seguinte é que tivemos companhia, quando veio a bonança...

Dizem que é sempre assim, depois de qualquer tempestade...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

décima oitava história

O banco esteve à nossa espera e nós não aparecemos...

Temos andado ocupados com outras coisas,
mas não esquecidos, das nossas histórias...
Quando voltámos ao nosso banco,

já estava rodeado de algumas folhas,
não estivéssemos no Outono...
Tivémos de nos aconchegar,
porque as sombras já começam a ficar gélidas...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Outra história...

Hoje sou eu que escrevo para ti...
Escolhi a fotografia, esta, porque sim
Uma Serra
Um Rio
Uma Ponte
Um Caminho

Uma serra que percorremos de mãos dadas um dia...
Um rio que nos unem num olhar perdido...
Uma ponte velha que mantém as estacas firmes...
Um caminho que será longo sejam quais forem as curvas, vales, e montes...

Hoje escrevo eu para ti...
Um beijo,
E

segunda-feira, 21 de julho de 2008

olá portugal...(4)

Nazaré, o mar, o areal e o casario...
Quantas recordações, as férias da juventude,
as nossas noites ao som da viola,
a lua como testemunha dos beijos roubados...

É bom regressar estes anos mais tarde,
de novo as ruas, as ruelas, e as tradições do povo,
começa a aventura...

terça-feira, 15 de julho de 2008

décima sétima história...

O dia tinha começado cedo,
uma caminhada pelas ruas,
o ar fresco da manhã...

Mas como sempre o mercado da aldeia,
foi um dos primeiros destinos...

Ali se conhecem as pessoas da terra...
Os hábitos da cozinha caseira...
E até as primeiras novidades do dia,
um verdadeiro jornal da manhã!

No mercado da aldeia...flores, hortaliça,
o peixe fresco, o pão ainda quente,
fruta muita fruta, cerejas, pêras, uvas,
mas só aqueles morangos de cor gulosa,
ficaram presos ao teu olhar...

Os morangos da aldeia, e doces,
como nosso amor...

sexta-feira, 11 de julho de 2008

olá portugal... (3)

O Templo de Diana é apenas uma pequena parte
da bonita cidade de Évora,
cheia de histórias e monumentos.

Sente-se uma grande religiosidade
em quase todas as ruas...
sem precisarmos de nos aproximar
do Convento da Cartucha...

A primeira vez que visitámos
esta bonita cidade alentejana,
foi memorável...

domingo, 6 de julho de 2008

décima sexta história...

Depois da curva,
subimos mais um pouco,
e descobrimos,
finalmente,
o nosso lugar mágico...

É tão especial,
por tudo.
Pela beleza natural,
por ser ao mesmo tempo,
campo, serra e mar...
e também, por estar escondido
de olhos curiosos,
e até das reportagens
de revistas de viagens...

Quantas vezes,
estas águas,
receberam o nosso amor...


segunda-feira, 30 de junho de 2008

décima quinta história...


Todas as estradas nos levam a algum lugar...
Mas esta era, e é, diferente,
leva-nos a um lugar especial,
que ainda tem as nossas marcas...

Claro que são marcas invisiveis,
só nós as detectamos...
porque foram desenhadas
com os nossos corpos...

quarta-feira, 18 de junho de 2008

décima quarta história...

Dunas, são...


Sonhos, segredos, amores...
Protegidos pela areia e pelo vento...

Quantos corpos,
aquecidos pelo sol e pelo desejo,
não resistiram ao mistério do amor
e entregaram-se,
nas dunas...

Dunas, são...

Sonhos, segredos, amores,
protegidos pela areia e pelo vento...

quinta-feira, 12 de junho de 2008

décima terceira história...


A nossa esplanada não era assim...
Era muito mais típica e castiça.
Os donos dizem que a modernidade
cativa a clientela e têm alguma razão.
Pelo menos os portugueses gostam muito de modernices,
de mordomias e de conforto.
Só os turistas de fora, adoram o rústico,
o usado, o antigo, o castiço...
As velhas cadeiras de madeira
foram substituídas pelo plástico,
os velhos chapéus da olá, do sumol,
da sagres e da chave de ouro,
foram substituídos pelo verde e branco...
Está mais linda sim senhor,
mas já não é a nossa esplanada,
onde trocámos os primeiros beijos
e entrelaçámos os dedos,
com a inocência e beleza da adolescência...

domingo, 8 de junho de 2008

décima segunda história...


Quando olho esta janela,
penso logo numa quase irmã,
também branca e de madeira...

Chegámos, cansados,
de tantas descobertas...
faltava a maior...

Ainda jantámos em grupo,
depois desculpámo-nos com o cansaço
e fomos andando.

A janela fechou-se...
Assim como o porta.
Era a nossa primeira noite, juntos.
Íamos acordar,
pela primeira vez, ao lado um do outro,
como os verdadeiros casais...

terça-feira, 3 de junho de 2008

décima primeira história...


Gostavas de partir,
eu também...
e não precisávamos de uma caravela,
para desbravar mundos...
Preferimos o comboio,
no nosso inter-rail,
surpreendente e inesquecível,
graças ao (falso) encontro-surpresa,
e logo em Paris...
Nunca percebi se eles acreditaram mesmo,
que tinha sido apenas a mão de cupido
a provocar este nosso reencontro...
Percebi apenas que não acharam muita piada,
ao nosso amor, aos nossos programas pessoais,
e claro, à substituição dos companheiros de tenda...
Lembras-te?
Paris foi nossa...
Tal como Roma, Veneza ou Milão...
Será que ainda gostas de partir?

sexta-feira, 30 de maio de 2008

décima história...

Às vezes parecia que moravas

na torre de um palácio,
guardada a sete chaves...

Especialmente no tempo de férias.

Nesses dias livres,
com espaço para quase tudo,
procurava-te sempre, em vão,
depois das futeboladas de rua.

Quando te descobria,
estavas sempre acompanhada,
nem sequer acenavas...

Ficava cheio de dúvidas,
talvez sim, talvez não...

Dúvidas que se desfaziam
com o começo das aulas...

Quem diria,
a escola era a nossa Liberdade...

terça-feira, 27 de maio de 2008

nona história...

A tua varanda não era assim...
não tinha cadeiras ou mesa,
nem aqueles azulejos azuis vistosos,
mesmo assim lembrei-me da tua varanda,
das vezes que passava na tua rua
e ficava preso à janela e ao gradeamento de metal,
com a esperança que aparecesses...

Ficava por ali, largos minutos,
a cirandar de um lado para o outro,
à espera de um olhar, de um aceno,
que raramente aconteciam...

sábado, 24 de maio de 2008

oitava história...


Cada vez que passo na tua caixa do correio,
apetece-me sempre tirar do bolso,
uma carta para ti...
Não é apenas a pomba,
é toda a arte deste
extraordinário monumento
às cartas e aos carteiros,
a esta forma de comunicar,
cada vez mais em desuso
apesar de continuar ligado
a tantas histórias do amor...

segunda-feira, 19 de maio de 2008

sexta história...

Nós homens, somos tão distraídos...

Esquecemos-nos de tantas coisas que deliciam as mulheres...
Uma delas são as bem ditas flores.
Não que sejamos indiferentes à sua beleza,
só que nem sempre nos lembramos do quanto afagam o ego das mulheres...
Nem mesmo em datas especiais, como o aniversário, a maternidade, o dia da mãe, da mulher...
E elas não esquecem, as nossas distracções...

sexta-feira, 16 de maio de 2008

quinta história...

Aquele amanhecer foi único...
Não pregámos olho nessa noite,
andámos de festa em festa, até os bares fecharem.
Os amigos também foram voando,
quando olhámos um para o outro,
restávamos apenas os dois...
Não sei se bebemos mais que a conta...
muito menos qual era a conta,
sei apenas que deixámos o carro em qualquer lugar
e fomos esperar a madrugada à beira da Lagoa...
As coisas que fizemos, enquanto o dia não clareou...
Depois olhámos abraçados,
aquele amanhecer único...

quarta-feira, 14 de maio de 2008

quarta história...

Enquanto subíamos no meio de turistas,

lembrei-me da primeira vez que visitei o Castelo.
O professor de história foi o guia daquela aventura,
que quase acabou numa caçada aos mouros...
Bastava avistarmos alguém, a espreitar nas muralhas
para nos colocarmos ao ataque...
Já lá em cima, olhámos a vila, encantados...
Quantas histórias se encerravam
naquelas pedras seculares...
E nem todas eram de amor...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

segunda história...

Marcámos encontro na praia, numa manhã solarenta...
Sabia tão pouco de ti...
Nem sequer sabia se usavas biquíni, fato de banho ou nada...
Sim podias gostar de abraçar o Atlântico como vieste ao mundo.
Não serias a primeira nem a última...
Enquanto esperava fui atirando seixos ao mar.
Quando olhei para trás, descobri-te quase escondida num chapéu de abas, a acenares-me...
Eras lá mulher de falhar um encontro...

terça-feira, 6 de maio de 2008

primeira história...

As pedras que nos separaram, no início, foram as mesmas que nos uniram, à beira da lagoa.
Se fosse Primavera ou Verão, poderíamos ter molhado os pés... como não estava sol, limitámos-nos a passear de mão dada, protegidos pela sombra das árvores que enfeitavam os carreiros.
Quase que desaparecemos, encobertos pelo nevoeiro sebastianista...
Podíamos-nos ter beijado e abraçado, mas nessa altura, nem sequer sabíamos que nos amávamos...