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sábado, 8 de novembro de 2008

coisas nossas - fado


O fado é uma mistura,
de amor, saudade, emoção,
espectáculo e porque não,
ternura...
Podia acrescentar
que somos uma terra de saudosistas,
de gente que parte, com e sem calma,
que faz eco às vozes fadistas,
que cantam o que lhe vai na alma...

Não conseguem esquecer
as gentes e os lugares do país amado.
Mesmo que nunca voltem,
jamais esquecem o passado...
E é por isso que cantam,
a canção da alma, o fado.
Sonham e deixam cair uma lágrima,
agarrados ao tempo desejado...
As coisas que me fazes dizer, por descobrires, algures, um azulejo copiado pelo Malhoa...

terça-feira, 28 de outubro de 2008

décima nona história


Este vento de hoje, que nos quer fazer voar, recordou-me um passeio que fizemos à Serra maior cá do burgo.
No primeiro dia o vento levantava tudo do chão e enchia-nos de pó e de folhas, que voavam como pássaros. Mesmo assim, passeámos pelo vale, abraçados, trocando palavras, sorrisos e beijos.

Só no dia seguinte é que tivemos companhia, quando veio a bonança...

Dizem que é sempre assim, depois de qualquer tempestade...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

olá portugal...(4)

Nazaré, o mar, o areal e o casario...
Quantas recordações, as férias da juventude,
as nossas noites ao som da viola,
a lua como testemunha dos beijos roubados...

É bom regressar estes anos mais tarde,
de novo as ruas, as ruelas, e as tradições do povo,
começa a aventura...

terça-feira, 15 de julho de 2008

décima sétima história...

O dia tinha começado cedo,
uma caminhada pelas ruas,
o ar fresco da manhã...

Mas como sempre o mercado da aldeia,
foi um dos primeiros destinos...

Ali se conhecem as pessoas da terra...
Os hábitos da cozinha caseira...
E até as primeiras novidades do dia,
um verdadeiro jornal da manhã!

No mercado da aldeia...flores, hortaliça,
o peixe fresco, o pão ainda quente,
fruta muita fruta, cerejas, pêras, uvas,
mas só aqueles morangos de cor gulosa,
ficaram presos ao teu olhar...

Os morangos da aldeia, e doces,
como nosso amor...

domingo, 8 de junho de 2008

décima segunda história...


Quando olho esta janela,
penso logo numa quase irmã,
também branca e de madeira...

Chegámos, cansados,
de tantas descobertas...
faltava a maior...

Ainda jantámos em grupo,
depois desculpámo-nos com o cansaço
e fomos andando.

A janela fechou-se...
Assim como o porta.
Era a nossa primeira noite, juntos.
Íamos acordar,
pela primeira vez, ao lado um do outro,
como os verdadeiros casais...

terça-feira, 3 de junho de 2008

décima primeira história...


Gostavas de partir,
eu também...
e não precisávamos de uma caravela,
para desbravar mundos...
Preferimos o comboio,
no nosso inter-rail,
surpreendente e inesquecível,
graças ao (falso) encontro-surpresa,
e logo em Paris...
Nunca percebi se eles acreditaram mesmo,
que tinha sido apenas a mão de cupido
a provocar este nosso reencontro...
Percebi apenas que não acharam muita piada,
ao nosso amor, aos nossos programas pessoais,
e claro, à substituição dos companheiros de tenda...
Lembras-te?
Paris foi nossa...
Tal como Roma, Veneza ou Milão...
Será que ainda gostas de partir?

sexta-feira, 30 de maio de 2008

décima história...

Às vezes parecia que moravas

na torre de um palácio,
guardada a sete chaves...

Especialmente no tempo de férias.

Nesses dias livres,
com espaço para quase tudo,
procurava-te sempre, em vão,
depois das futeboladas de rua.

Quando te descobria,
estavas sempre acompanhada,
nem sequer acenavas...

Ficava cheio de dúvidas,
talvez sim, talvez não...

Dúvidas que se desfaziam
com o começo das aulas...

Quem diria,
a escola era a nossa Liberdade...